Falando em seriados

Julho 18, 2008 by camilalopes

Nunca falei de seriados por aqui, mas a verdade é que sou adoradora de muitos. Gosto de vários estilos, os médicos (House), os que já acabaram (Gilmore Girls), os mais teen (Gossip Girl), os mais doidos (Lost), os que nos fazem trazer a inocência da infância com um pouco de humor (Pushing Daisies), entre outros que não acompanho com tanta fidelidade.

Agora sem dúvida alguma o meu preferido foi, é e sempre será o Friends. Aqueles seis amigos que viviam o cotidiano nas telas me encanta. Acompanhei pouquissímos episódios quando ele ainda era inédito, mas depois que cresci um pouco e passei a me reconhecer naqueles personagens, devorei a série toda.

Semana passada terminei o último episódio da 10º temporada. Continuo assistindo os episódios esporádicos que a Warner reprisa, mas quando assisti Monica, Chandler, Ross, Rachel, Joey e a Phoebe no último episódio me deu uma tristeza…

Quem não sente falta da amizade da Rachel e da Monica, que mesmo sendo as duas tão diferentes não tinham como se dar melhor. No episódio em que a Rachel arrumou as coisas para ir para Paris e deixou os documentos organizados pela ordem em que ela usaria… a Monica ficou realmente orgulhosa de ter ensinado ela a ser organizada. Ainda nas amizades, o Joey prefere pedir que o Chandler consiga o emprego do que desejar acertar os números da loteria.

As loucuras que aquela turma fazia no dia-a-dia não vai sair da minha memória nunca. Os grandes amores como o da Rachel e do Ross, os amores que nascem de um grande porre como o da Monica e do Chandler. As mentiras que eles se contavam, sem maldade (algumas vezes nem tanto) como o emprego da Phoebe em uma clínica de massagem ou as festas no terraço para o pessoal da novela do Joey.

Todos os flashes backs que apareciam que nos matavam de rir. Por esses motivos é que essa é a melhor série de todos os tempos.

Sabe quando eu me dei conta que tinha virado uma fã de carteirinha? Simplesmente quando passei a comparar ou procurar caracteristicas nas pessoas que vivem comigo que lembrassem aqueles seis amigos. E não é que a gente sempre conhece um Joey, um Ross, uma Rachel, uma Monica, uma Phoebe ou um Chandler.

Filé de peixe às natas

Julho 15, 2008 by camilalopes

Gente, uma hora ia ter que provar que gosto mesmo de cozinhar, né?

Eu e a Rê ficamos espalhando aos quatro ventos que cozinhamos e que gostamos disso, mas provar que é bom até agora nada!

Para provar que temos essa aptidão estou postando a primeira receitinha. Tirei ela do site do Anonymus Gourmet e troquei o bacalhau (ecaaaa!!) pelo filé de peixe.

Ingredientes:
1 quilo de bacalhau desfiado
300g de batata palha
350g de nata
1 cebola grande
3 colheres de azeite
1 litro de leite
100g de manteiga
2 colheres de farinha de trigo
100g de queijo ralado

Modo de preparo:

1 - Comece pelo bacalhau. Coloque-o em um recipiente e cubra com água. Deixe 15 minutos. Troque a água. Repita a operação 5 vezes ou até que o bacalhau esteja quase totalmente sem sal. É bom deixar um pouco, mas bem pouco. Prove um pedaço para ter certeza. (Essa etapa eu pulei pq usei um peixinho)
2 - Vamos ao molho branco. Bata no liquidificador o leite com a manteiga e a farinha de trigo. Leve a mistura para uma panela e, mexendo sempre, deixe engrossar. Desligue o fogo.
3 - Em uma frigideira coloque 3 colheres de azeite e a cebola, que deve estar cortada em tiras. Quando a cebola amolecer um pouco, acrescente a batata palha. Misture com cuidado e deixe refogar por uns 10 minutos em fogo baixo.
4 - Em um refratário grande, faça uma camada com metade da batata com a cebola. Por cima distribua o bacalhau sem o sal. Cubra com colheradas da nata, espalhando bem. Mais uma camada da batata com a cebola. Para cobrir tudo, o molho branco e para finalizar, o queijo ralado.
5 - Leve ao forno preaquecido por 30 minutos ou até dourar bem o queijo. Sirva em seguida com arroz branco e salada verde.

Essa dica é do Anonymus: Uma dica legal é tirar o sal da pele do bacalhau (que sobrou depois de desfiar) e ferver com água. Essa água pode servir para cozinhar o arroz. Uma delícia.

PS: Um lado deslumbrado. Enviei a recita para o site Rainhas do Lar e elas publicaram. Amo aquele blog!!!

Perseguição

Julho 12, 2008 by camilalopes

Eu to sempre atrasada!

Não que seja sempre assim ao pé da letra, mas eu to sempre correndo para agradar o relógio e na minha vida existem vários.

Eu acordo com o despertador gritando e dizendo que se eu levantar na primeira vez que ele me chama vou ter tempo para tudo, sem precisar correr. Como gosto de desafios programo ele para tocar dez minutos mais tarde. Ai ele tenta mais uma vez e eu adio novamente, até que, quando eu finalmente levanto, tenho que correr para chegar no trabalho a tempo.

Venho para a cozinha fazer o café. Leite na xícara e xícara no microondas. Esse também tem um relógio que fica me dizendo que se eu demorar para comer me atraso.

Entro no carro para ir trabalhar, ligo o rádio e coloco na Gaúcha e vou ouvindo o André Machado dizer as horas de 15 em 15 minutos só para me deixar mais atucanada e saber que tenho que bater meu ponto em 30 min … 15 min … Agora!!!

Entro na empresa e subo para trabalhar. Ai está tudo bem porque só fico com o relógio do computador a me fazer cobranças do que devo entregar até o horário de ir embora.

Isso que nem decidi falar dos outros relógios da minha vida, porque ainda tem o biológio, o do estômago, o do estudo… Senão o relógio do fogão ia dizer que eu queimei a janta!!

Eu voltei!!!

Julho 7, 2008 by camilalopes

E voltei para ficar.

Sei que andei desaparecida e isso não tem perdão, mas em minha defesa digo que estava sem internet em casa (pq nenhuma funcionava lá) e que agora estamos voltando ao mundo virtual.

Nesse tempo afastada digo que tive mil idéias sobre o que postar aqui e que agora todas elas desapareceram (hehehe).

Claro que a Rê também vai voltar. Aos pouquinhos juro que estaremos totalmente de volta ao universo online.

PS: Fazendo esse post descobri que não tenho uma fotinho sequer minha com a Rê (queria dar uma ilustrada, vai ter que ficar pra próxima)

61º Festival de Cannes

Maio 14, 2008 by azevedoregina

Começa hoje um dos principais festivais de cinema de todo o mundo, o Festival de Cannes. Até o dia 25 deste mês, o tradicional Palácio dos Festivais francês vai exibir 21 concorrentes à Palma de ouro, além do ciclo “Um certo olhar” e várias exibições paralelas de filmes fora da competição.

O Brasil está presente no festival, concorrendo com dois filmes: de Walter Salles(Central do Brasil), temos “Linha de Passe” e de Fernando Meirelles(Cidade de Deus), “Ensaio sobre a Cegueira”. A dobradinha cinematográfica não acontecia desde 1970, com o filme “O alienista”, de Nelson Pereira dos Santos e “O Palácio dos Anjos”, de Walter Hugo Khouri concorrendo. A única palma de ouro que foi dada a um filme brasileiro data de 1962, com o sucesso de crítica e bilheteria “O pagador de promessas”, de Anselmo Duarte. Portanto, a indicação de dois filmes em um festival onde o Brasil foi tão pouco premiado demonstra um momento próspero na cinematografia nacional, que pega carona no Urso de Berlim obtido pelo filme de José Padilha, Tropa de Elite.

O filme “Linha de Passe” retrata a vida de quatro irmãos que usam o futebol como meio de livrarem-se da pobreza. A história se passa na turbulenta cidade de São Paulo e aborda conflitos éticos, religiosos, discutindo a cidadania hoje no Brasil. No elenco, Vinicíus de Oliveira, que atuou em Central do Brasil.

Já “Ensaio sobre a cegueira” é uma adaptação do livro homônimo do escritor português José Saramago, laureado com o prêmio nobel. O filme retrata uma humanidade perdida após uma epidemia de cegueira, contando com um cast de peso, como Juliane Moore (Hanibbal), Mark Rufallo (Brilho Eterno) , Danny Glover, Gael Garcia Bernal (Diários de Motocicleta) e a brasileira Alice Braga.

O filme abriu o festival hoje e, segundo o portal G1, teve uma recepção silenciosa pela crítica. Isto talvez tenha se dado pela dureza do filme, que deve ter chocado os espectadores, logo na abertura do evento. Meirelles comentou em entrevista coletiva que talvez o filme seja um tanto quanto “indigesto”, por retratar a degradação humana:  estupros coletivos, pessoas morrendo sem auxílio médico em meio a fezes e urina. A cegueira retratada no filme transpõe a cegueira física, é também moral. Um pouco da polêmica causada pela exibição do filme você pode conferir no Blog da Redação do G1: destaque para os comentários dos internautas, sempre divertidos com suas discussões.

Duas cinebiografias chamam a a atenção na mostra de filmes paralela “Um certo olhar”. O diretor norte-americano James Toback apresenta a formação do mito do box Mike Tyson, enquanto o cineasta bósnio Emir Kusturica faz um grande panorama da vida do jogador de futebol argentino Diego Maradona.

Sendo o segundo festival mais conhecido depois do Oscar, Cannes também conta com seus filmes hoollywodianos: se dará no próximo domingo a exibição do tão aguardado blockbuster “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, após um intervalo de 19 anos sem Spilberg brindar os fãs com continuações para a série do mais celebrado personagem de Harrison Ford. O filme “Vicky Cristina Barcelona”, de Woody Allen, também é aguardado, onde as musas do cinema Penélope Cruz e Scarlett Johanson contracenam.

O cartaz oficial do filme é uma homenagem ao cineasta David Linch, com uma imagem retirada de seu filme “O império dos sonhos”, transformada em pôster pelo artista Pierre Collier. Como homenageados, também temos o cineasta David Lean (Dr. Jivago), que completaria o centenário neste ano. O diretor português Manuel de Oliveira também é um dos homenageados, sendo um dos mais antigos realizadores de cinema ainda em atividade no mundo, com trinta e dois longa-metragens.

Para saber mais

Cobertura completa do G1

 Lá no G1 além de notícias atualizadíssimas, você confere os trailers de “Ensaio sobre a Cegueira”, “Indiana Jones e a Caveira de Cristal” e até da animação Kung Fu panda.

 Especial da Folha

Blog Folha Ilustrada no Cinema

Página oficial do Festival de Cannes em inglês

E o aniversariante de hoje é…

Maio 11, 2008 by azevedoregina

Nosso amigo Vagner (Uógui) que comemora hoje (ontem) os seus 23 anos. O bolo de aniversário (ou o muffin de aniversário) vai pra ele. Saudações, tchê! :P 

Colorado, coloradooo

Maio 6, 2008 by azevedoregina

É campeãoooooo!

*ps: Porque esse blog é colorado, e com muito orgulho ;)

Adeus para Tuio Becker

Maio 6, 2008 by azevedoregina

Uma das grandes perdas desse ano para o cenário cultural gaúcho foi o crítico de cinema Tuio Becker, que faleu na semana passada. Natural de Santa Cruz, Tuio era formado em arquitetura pela UFRGS, mas não exercia a profissão. Foi colaborador do jornal Correio do Povo, Folha da Manhã e da Zero Hora. Tuio sofira do mal de Alzhmeir e aposentou-se em 2001, para dedicar-se à sua paixão maior: ver filmes. Um dos relatos mais comoventes sobre a figura de Tuio é do amigo Luis Carlos Merten, em seu blog, que você confere aqui.

Abaixo, alguns trechos de uma entrevista sua presente em seu livro “Sublime Obsessão”, editado pela secretaria Municipal de Cultura do RS:

A paixão pelo cinema

“Lembro que em 56 comecei a anotar os filmes que via. Tomava nota do elenco, do título original, do ano que foi feito. Comecei a ler revistas do tipo Cinelândia. Pintou o interesse de ver cinema e curtir cinema e todo aquele mundo, que eu acho que tem a ver com uma forma de escape que o cinema supre. Isto eu racionalizo agora, não racionalizava na época.”

Crítica

“Fazendo cinema, tu tem uma visão de um filme. Se tu vês um filme em que o cara gastou muita grana para fazer e o filme é uma droga, a gente pensa: mas que perda de tempo. Eu acho que uma pessoa que não trabalha com cinema vai dizer que aquilo é uma droga e pronto. Mas, de repente, tem todo o trabalho do cara por trás disso. Nenhum filme é descartável. Todos filmes têm alguma coisa. “ 

 

Especial: Maio de 1968 revisitado: as manifestações na França

Maio 6, 2008 by azevedoregina

Maio de 68Estamos entrando no mês de maio, e com ele, chegam algumas efemérides importantes: estamos falando de quarenta anos de uma das maiores revoluções já ocorridas na Europa no século passado, que teve maior expressividade na França e que estendeu seu legado a todo o mundo. Parafraseando Zuenir Ventura, em seu livro “1968 - o ano que não terminou”, nenhum ano dentro do século XX foi mais discutido que 1968.

O principal catalisador dessa revolução foi a juventude, que clamava por voz ativa, direitos iguais entre sexos, raças, e protestava contra a desigualdade econômica. Os jovens de 68 viviam em um contexto pós-segunda Guerra Mundial, que gerou uma explosão demográfica, beneficiada com o contexto de prosperidade capitalista em países ricos. Nunca houveram tantos jovens em condições de cursar uma Universidade. Paralelamente, o poder da televisão como meio de comunicação agia como catalisador das mudanças sociais, interligando diferentes realidades. Um bom exemplo foi o descontentamento da população norte-americana com a Guerra do Vietnã. A mídia mostrava a juventude norte-americana morrendo por uma Guerra sem razão.

Mas voltemos a maio de 68 na França. O governante era o ditador Charles de Gaulle, que era questionado pela intervenção francesa na Argélia. Não demorou muito para o movimento estudantil - liderado por Daniel Cohen Bendit, mais conhecido como “o vermelho” (graças ao seu cabelo ruivo, e não por uma simpatia com o comunismo, como alguns pensam) entrar em atrito com o ditador. Paralelamente, os trabalhadores também estavam descontentes com sua remuneração, e aliaram-se ao movimento estudantil, com a grande greve instaurada a partir do dia 18 de maio.

O movimento então tomou uma dimensão estrondosa: a Quartier Latin, uma das principais ruas da França, estava tomada por barricadas. Os estudantes entricheiravam-se nessas barricadas para jogar bombas. A polícia reprimia o movimento com bombas de gás lacrimogênio. De Gaulle chegou a se refugiar em uma base militar na Alemanha. Após convocar eleições legislativas e oferecer um aumento de 35% aos trabalhadores, retomou o controle. A ala trabalhadora retirou-se da revolução e o movimento estudantil perdeu a força, com Daniel Cohen sendo convidado a retirar-se do país. Ele só pôde voltar ao país dez anos depois.                                                                          

Porém, mais do que uma revolta política e estudantil, maio de 68 representou uma revolução cultural.  Nunca, até aquele momento, as pessoas se expressavam tanto, tomando a palavra e lutando contra os movimentos repressores e autoritários. Movimentos de liberação sexual, igualdade de condição para mulheres e homens eram impulsionados com a instabilidade política.

                                                No que toca à cultura, muitos historiadores comentam que os prenúncios da revolução de contracultura de 68 teve origens no movimento cineclubista francês.No mês de fevereiro de 68, O ministro da cultura francês André Malraux resolveu despedir Henri Langlois (um dos mentores da Nouvelle Vague) da presidência da Cinemateca Francesa, alegando problemas de gestão. Esse fato gerou verdadeira revolta, e jornais como o francês Combat e a revista Cahies du Cinemá lideravam as vozes de insatisfação. Vários cineastas como Francois Truffaut, Alain Resnais, Robert Rosselini apoiaram os protestos. Uma manifestação ocorrida no Palácio de Chaillot, sede da Cinemateca, com a qual contava com grandes figuras do cinema como Truffaut, Godard, Kurosawa e Fellini é reprimida com bombas. Porém, o ministro francês cede às pressões e Langlois não chega a ser demitido.
Esse fato é um dos estopins da revolução pelo fato da juventude descobrir que a sua mobilização poderia mudar os rumos da história.

E hoje?

40 anos depois, um pouco antes de ser eleito presidente, Nicolas Sarkozy disse que era preciso “enterrar 1968″. Para ele, o efeito de rebeldia faria mal à organização geral do país. Paralelamente, o líder Daniel Cohen lança seu livro “Forget 68″. Atualmente, Daniel é deputado pelo partido Verde de seu país de origem, a Alemanha.
O Festival de Cannes deste ano dedica-se a relembrar os acontecimentos de maio de 68 na França. É esperar pra ver.
*Para saber mais

Livros
Zuenir Ventura - 1968, o ano que não acabou

Sites interessantes
Especial da Folha

Filmes
Os sonhadores - Bernardo Bertolucci
Amantes Constanes - Philip Garrel

É campeão!!!

Maio 5, 2008 by camilalopes

Ontem meu time rasgou a touca verde, meteu 8 gols no Juventude e ainda ganhou o título Gaúcho!!!!!