Adeus para Tuio Becker

By azevedoregina

Uma das grandes perdas desse ano para o cenário cultural gaúcho foi o crítico de cinema Tuio Becker, que faleu na semana passada. Natural de Santa Cruz, Tuio era formado em arquitetura pela UFRGS, mas não exercia a profissão. Foi colaborador do jornal Correio do Povo, Folha da Manhã e da Zero Hora. Tuio sofira do mal de Alzhmeir e aposentou-se em 2001, para dedicar-se à sua paixão maior: ver filmes. Um dos relatos mais comoventes sobre a figura de Tuio é do amigo Luis Carlos Merten, em seu blog, que você confere aqui.

Abaixo, alguns trechos de uma entrevista sua presente em seu livro “Sublime Obsessão”, editado pela secretaria Municipal de Cultura do RS:

A paixão pelo cinema

“Lembro que em 56 comecei a anotar os filmes que via. Tomava nota do elenco, do título original, do ano que foi feito. Comecei a ler revistas do tipo Cinelândia. Pintou o interesse de ver cinema e curtir cinema e todo aquele mundo, que eu acho que tem a ver com uma forma de escape que o cinema supre. Isto eu racionalizo agora, não racionalizava na época.”

Crítica

“Fazendo cinema, tu tem uma visão de um filme. Se tu vês um filme em que o cara gastou muita grana para fazer e o filme é uma droga, a gente pensa: mas que perda de tempo. Eu acho que uma pessoa que não trabalha com cinema vai dizer que aquilo é uma droga e pronto. Mas, de repente, tem todo o trabalho do cara por trás disso. Nenhum filme é descartável. Todos filmes têm alguma coisa. “ 

 

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