Despedida da terra da garoa

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Bem, é chegado o ultimo dia de Sampa. Eu não quero ir embora! Isso aqui é legal demais!

Hoje eu acordei cedinho, tomei meu café no hotel mesmo e sai em busca da rodovi do Tiête. Foi barbada! Pegar trem até Paraíso e baldear para a linha azul. A rodoviaria é enorme e bem bonita, sabe. Eu lembro que achava um nojo lá. Mas acho que reformaram. Não sei. Enfim, comprei minha passagem pro RJ, saio daqui as duas da tarde.

Saindo de la, peguei o metro até a estação da luz. Lindo demais la! Eu queria ir no museu da lingua portuguesa. Lá é muito, muito legal. Tem varias exposições, um telão gigantesco com toda a extensão da estação da luz. São tres andares, no terceiro, um auditório onde assistimos um filme. Dali a pouco, simplesmente a tela girou (fantastico galera, no explications) e entramos em um ginásio onde eram feitas projeções de estrelas no teto. Lindo. Poemas, muito Fernando Pessoa. E eu chorei com a poesia do Mario de Andrade sobre Sampa. É, acho que fiquei meio vulnerável.

Sai de la e fui para a rua Jose Paulino fazer comprar. Roupas, roupas! Ja comprei uma mala tambem para levar junto com minhas comprar da galeria do rock. To torcendo pra não pagar excesso de bagagem!

Voltei pro hotel moída! Dormi umas horas e fui numa galeria aqui dos contrabandos comprar um mp3 pra minha amiga Rô. Quando sai de la, peguei maior chuva da minha vida! Tava caindo o mundo! Dei um tempo numa marquise, mas a chuva nem sinal de parar. Resolvi sair na chuva mesmo. Nao dava, tava demais. Parei na marquise em frente a Fiesp e fiquei esperando. Acendi um cigarro. Veio o guarda me tocar de la! A lei antitabagismo aqui em Sampa ta sendo cumprida á risca! So que porra, tava chovendo! Como eu ia fumar na calçada? Que raiva.

Saí indignada na chuva mesmo. Dali pelas tantas, vejo que tem uma mulher me olhando. Ja imaginei que fosse por causa da sacola que eu tava. E ela olhava, olhava. Dali pelas tantas, me ofereceu uma carona de guarda-chuva. Eu fiquei com medo dela, mas aceitei. Pensei: e se essa mulher me puxa uma faca agora e me assalta? Mantive o maximo de distancia que pude e conversei com ela. Acho que ela notou meu nervoso, pq disse:

“É minha amiga, aqui a gente tem medo de tudo. Fica desconfiado de todos, pq é perigoso. Mas a gente tem que ser menos armado sabe? E ter Jesus no coração”

Hahahaha! A moça era evangélica. Mas era tão boa gente que me deu vontade de abraçar ela quando ela entrou seu destino. Ela ia buscar a prima dela que trabalha no shopping. São Paulo é isso gente: uma cidade de muita contradição, muito movimento, solidão, mas também de solidariedade. De diversidade cultural. E é minha terra. E amanhã eu to indo, mas eu garanto, eu volto, ah, se volto.

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